A Caixa Econômica Federal é a instituição bancária que tem as menores taxas de juros do mercado local. A constatação é do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) em pesquisa realizada nos dias 16 e 17 em seis das principais redes bancárias com atuação no mercado natalense e divulgada ontem. De cinco serviços pesquisados, a Caixa oferece a menor taxa de juros em quatro. São eles: cheque especial, crédito pessoal, crédito consignado e financiamento de veículos.
No caso do cheque especial, a CEF cobra taxa mensal de 4,27%, enquanto no Banco do Brasil esta taxa é praticamente o dobro (8,31%). Nos bancos privados ela varia de 8,90% a 9,99%, ou seja, mais de 200% ao ano. A diferença entre a taxa menor e a maior é de 134%.
Alvo de ações judiciais contra o monopólio estatal em vários Estados, inclusive no Rio Grande do Norte, o crédito consignado geralmente concedido a funcionários públicos, aposentados do INSS, servidores estaduais e municipais e outras categorias com baixo risco de calote, tem as menores taxas de juros exatamente na Caixa Econômica (1,95% ao mês) e no Banco do Brasil (1,99%). Na rede privada que opera em Natal, a menor taxa nessa modalidade de crédito é a do Santander (2,0%) e a maior o Itaú-Unibanco (2,75%).
O Procon Natal lembra que as taxas de juros variam até mesmo no âmbito da própria instituição bancária. "Quem terá direito às taxas menores e maiores, isso quem avalia é o próprio banco baseado em critérios que levam em conta o cadastro e do relacionamento do cliente com o banco. São critérios não muito objetivos", alerta o Procon.
A pesquisa também identificou a "via-crúcis" enfrentada no dia a dia no que diz respeito ao acesso às tarifas dos mais elementares serviços bancários, como segunda via do cartão magnético, extrato no terminal eletrônico, sustação de cheque e folha de cheque avulsa.
"Apesar de haver legislação que obriga os bancos a informar o valor das tarifas de serviços bancários (Código de Defesa do Consumidor, Resoluções do Banco Central), o acesso do consumidor/cliente a essas taxas, continua dificultado. Os cartazes fixados nas agências são confusos, complexos, em caracteres pequenos, os funcionários não informam e encaminham para o gerente ou subgerente da agência", informa o Procon.
Nas tarifas bancárias os preços médios apurados pelo Procon Natal foram os seguintes: Segunda via do cartão magnético: R$ 7,38. O menor valor é o do Santander (R$ 5,50) e o maior no Banco do Brasil e Itaú-Unibanco (R$ 8,00). Na CEF R$ 7,00, no Bradesco e HSBC R$ 7,90.
Consumidor deve negociar com bancos
Brasília (ABr) - Mesmo com a vigência das novas taxas de juros de bancos públicos e privados, anunciadas nos últimos dias, o trabalho do consumidor de pesquisar em busca de melhores condições deve continuar, segundo o diretor da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac) Miguel José Ribeiro de Oliveira. Para ele, as reduções anunciadas recentemente podem ser só o início de um processo de queda mais forte das taxas. Mas, segundo ele, atualmente os bancos oferecem reduções em alguns tipos de financiamento "em que há mais conforto" para as instituições financeiras.
Um exemplo é o crédito consignado, mais seguro por ter as parcelas descontadas da folha de pagamento. Esse é um tipo de empréstimo que, em geral, já tinha taxas mais baixas que outras modalidades, destaca Oliveira. No caso do financiamento de carros, segundo ele, para conseguir a taxa mínima é preciso dar entrada de 50% do valor do veículo e financiar o saldo em 12 meses. "Poucos brasileiros conseguem isso".
Oliveira também lembrou que as taxas anunciadas pelos bancos, geralmente, são somente as mínimas. Mas, na hora de conseguir o empréstimo, o banco vai olhar o histórico de relacionamento e o risco. Assim, a taxa oferecida para cada cliente pode ser diferente da mínima. Por isso, é preciso ficar de olho nas taxas máximas também. "O cliente tem que ser proativo. Tem que provocar o banco. Isso vale tanto para quem já tem dívida ou quem vai fazer dívida. É preciso questionar o gerente sobre as reduções das taxas. O banco, para não perder cliente, vai reduzir a taxa", enfatizou.
Uma ferramenta que pode ajudar na hora de pesquisar as taxas para saber o que está sendo cobrado por bancos e financeiras é um ranking divulgado pelo Banco Central (BC). No site ainda não constam os efeitos das novas taxas anunciadas por alguns bancos, mas é possível observar as grandes diferenças entre as instituições. O levantamento mais recente, feito entre os dias 3 e 10 deste mês, com 90 bancos, mostra que as taxas para o crédito pessoal (incluídas operações consignadas em folha), por exemplo, vão de 1,01% a 18,78% ao mês.
No caso do financiamento de veículos, pesquisa com 46 bancos mostra que a taxa mensal vai de 0,67% a 4,72%. Para o cheque especial (29 instituições), a variação é de 1,88% a 10,34%. Para a compra de bens (38 instituições), de 0,51% para 7,5%.
Nova Linha de Crédito
Brasília (ABr) - A Caixa Econômica Federal lançou ontem uma linha de financiamento para a compra de móveis e eletrodomésticos da linha branca, destinada aos participantes do Programa Minha Casa, Minha Vida. Para a nova linha, serão disponibilizados R$ 2 bilhões e as operações poderão ser contratadas a partir de 4 de maio. O Cred Móveis Caixa é resultado de uma parceria entre o banco e a Associação Brasileira das Indústrias de Móveis (Abimóvel). A previsão é que a linha atenda imediatamente cerca de 700 mil famílias. Esse número pode chegar a mais de 3 milhões de famílias, ao serem consideradas as que serão contempladas pelo programa, fases um e dois, até 2014. As taxas variam de 1% a 2% ao mês, com prazo máximo de 48 meses. As taxas de juros serão definidas de acordo com a renda familiar dos interessados.
fonte: tribuna do norte
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