Euripedes Dias

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Previsão oficial de custo dos estádios da Copa já subiu R$ 992 mi; dinheiro público vai pagar 97%


  • Divulgação/Portal da Copa
    Sobem os custos e as irregularidades: só na Arena Amazônia, TCU denuncia superfaturamento de R$ 86 mi
    Sobem os custos e as irregularidades: só na Arena Amazônia, TCU denuncia superfaturamento de R$ 86 mi
A previsão oficial atual do custo total das construções e reformas dos 12 estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014 é de R$ 6,904 bilhões.
O valor é R$ 992 milhões superior à previsão inicial do Ministério do Esporte, divulgada em janeiro de 2010, na Matriz de Responsabilidades da Copa (veja tabela abaixo), documento assinado pelas autoridades públicas brasileiras que contém a previsão de custos e prazos das obras planejadas pelo país para receber o Mundial de futebol.

PREVISÕES OFICIAIS DE CUSTO DOS ESTÁDIOS DA COPA (EM R$ MILHÕES)

EstádioEm janeiro/2010Em abril/2012
Arena Amazônia (AM)533533
Arena da Baixada (PR)151234
Arena Fonte Nova (BA)592592
Arena Pantanal (MT)454519
Arena Pernambuco (PE)491530
Beira-Rio (RS)143330
Castelão (CE)452623
Arena das Dunas (RN)413350
Estádio Nacional (DF)702800*
Itaquerão (SP)820890**
Maracanã (RJ)705808
Mineirão (MG)456695
Total5.9126.904
  • Fonte: Ministério do Esporte
  • * Previsão do governo do DF
  • ** Segundo dados da Odebrecht, construtora do estádio
Na última quinta-feira, o Ministério do Esporte publicou uma atualização da Matriz, revendo as previsões de custos de estádios e obras de mobilidade urbana, portos e aeroportos. O valor total a que chegou a pasta federal, porém, pode ser considerado uma estimativa conservadora do custo total das arenas.
É que o ministério não leva em conta alguns custos adicionados às obras pelas secretarias estaduais responsáveis pelas empreitadas. Em Cuiabá (MT), por exemplo, o governo local contratou uma empresa para fiscalizar e coordenar as obras da Arena Pantanal. O valor do contrato é de R$ 7 milhões.
Em Brasília (DF), a previsão do Governo do Distrito Federal não inclui o custo de construção de um túnel de 300 metros que está previsto para ligar o Estádio Nacional a um centro de convenções. Além disso, para chegar ao custo de R$ 800 milhões, o governo distrital conta com um desconto em impostos federais que ainda não foi concedido. Caso o benefício fiscal não se concretize, a arena brasiliense deverá custar mais de R$ 1 bilhão. O mesmo acontece com o Maracanã, no Rio de Janeiro.
Em outro exemplo, em Manaus (AM), a estimativa do Ministério do Esporte de que a Arena Amazônia vai custar R$ 533 milhões diverge dos cálculos do TCU (Tribunal de Contas da União), que levantou um custo total de R$ 615 milhões para a obra, ao mesmo tempo em que detectou um superfaturamento de R$ 86 milhões na empreitada, que está a cargo da empreiteira Andrade Gutierrez.
Em Salvador (BA), o modelo adotado pelo governo estadual prevê que os cofres públicos paguem às empreiteiras OAS e Odebrecht, que são financiadas por empréstimos estatais para erguer a Arena Fonte Nova, o montante de R$ 107,3 milhões anuais durante 15 anos para que os concessionários administrem o bem público. É essa a PPP (parceria público-privada) que o governo da Bahia assinou com as empreiteiras.

E AINDA TEM MAIS

  • Arte/UOL
    Uma obra de reforma e ampliação do estádio Flamarion Vasconcelos, na cidade de Boa Vista, capital de Roraima, está sendo executada pelo governo estadual com recursos do governo federal a um custo previsto de R$ 100 milhões.
    Esse é o valor estimado para transformar o estádio, com capacidade para 8.000 pessoas e construído em 1975, em uma arena moderna para 10 mil pessoas, de padrão internacional, para que Boa Vista concorra a ser sede de treino de uma das 31 seleções que virão disputar a Copa de 2014. Há 158 municípios na disputa. LEIA MAIS
Funciona assim: OAS e Odebrecht recebem empréstimos estatais subsidiados para construir o estádio para o povo baiano. Em troca, têm direito a explorar a arena por 35 anos e a receber essa contrapartida anual de R$ 107,3 milhões por 15 anos.
O TCE-BA (Tribunal de Contas do Estado da Bahia) realizou auditoria no Contrato de Parceria Público Privada nº 02/2010, que tem por objeto a reconstrução e exploração do Estádio da Fonte Nova pelo prazo de 35 anos. Foram identificadas as seguintes situações:
1. “precariedade na motivação administrativa quanto ao modelo adotado”;
2. “prazo de concessão da PPP demasiadamente elástico”;
3. “valor superestimado da Contraprestação Pública (CP)”;
4. “falhas na estimativa de custos e despesas da PPP durante a fase pré-operacional
e operacional”; e

5. “precariedade da estimativa do custo global da obra”.
As manifestações oferecidas pelos gestores responsáveis estão em fase de análise no âmbito do TCE há mais de um ano.

A Copa do dinheiro público
Dos R$ 6,904 bilhões da previsão oficial de custo dos estádios da Copa, R$ 6,712 bilhões sairão dos cofres públicos, valor correspondente a 97,2% do total. Apenas o estádio do Beira-Rio (RS) e o da Arena da Baixada (PR) estão recebendo dinheiro privado em sua construção.
Em São Paulo, o estádio que está sendo feito pelo Corinthians e pela empreiteira Odebrecht na zona leste da cidade será parcialmente pago pelos seus donos. São R$ 400 milhões que terão que ser reembolsados ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Mas, até que a Copa termine, só o dinheiro público banca a obra.
Em dezembro de 2007, o então ministro do Esporte, Orlando Silva, em discurso no Rio de Janeiro, previu: "Os estádios para a Copa do Mundo serão construídos com dinheiro privado. Não haverá um centavo de dinheiro público para os estádios”. Nada mais longe da verdade.
fonte: Vinícius Segalla
Do UOL, em São Paulo

Obras da Copa

Foto 1 de 200 - Obras no Beira-Rio, em Porto Alegre (17/04/2012) Divulgação

Após ficar careca, panicat Babi diz que está recebendo vários convites inéditos


Babi Rossi, 21, virou centro das atenções da TV aberta no último domingo, quando aceitou um desafio do "Pânico na Band" e deixou que raspassem seu cabelo ao vivo. Suas lágrimas durante o corte geraram duas reações distintas, observáveis na internet: os que acharam que Babi foi "humilhada" e os que viram na brincadeira um puro interesse midiático.
Nesta entrevista exclusiva ao Programa Ooops!, Babi responde aos detratores, afirma que faria tudo de novo ("por amor à profissão, por amor ao que eu faço") e diz que adorou o novo visual em todos os sentidos. "Eu inclusive estou recebendo vários convites (profissionais) inéditos por causa do meu (não) cabelo", afirma. Sobre a reação nas ruas, ela diz que está adorando. "As pessoas querem beijar minha careca", declara.

Panicat Babi diz que rasparia o cabelo de novo




Foto 10 de 14 - Babi Rossi, 21, participa de entrevista exclusiva no Programa Ooops! com apresentação de Ricardo Feltrin. Após raspar o cabelo ao vivo no "Pânico na Band" no último domingo (22), Babi afirma que faria tudo de novo e diz que adorou o novo visual em todos os sentidos Mais Flávio Florido/UOL

QUAL CABELO DE FAMOSO FICA MELHOR NA PANICAT BABI?

  • Arte UOL
    Clique na imagem acima e escolha o cabelo novo da Babi


    fonte: Ricardo Feltrin
    Do UOL, em São Paulo

Carla Ubarana diz que foi ameaçada por outros desembargadores do TJRN


No depoimento de Carla Ubarana, prestado ao Ministério Público Estadual, a ex-chefe da Divisão dos Precatórios do TJRN relava: “Eu temo pela minha vida principalmente por causa de Rafael”, afirma Carla, numa referência ao desembargador Rafael Godeiro. “Eu sei do que ele é capaz. Ele nunca teve idéia – nunca, jamais – que eu ia abrir a boca. Se ele tivesse idéia, teria me procurado”.

Segundo Carla Ubarana, o desembargador Vivaldo Pinheiro teria dito que ela era muito “atrevida”.“Ele me disse: Tome cuidado. Às vezes, podem pedir pra você fazer alguma coisa e você não fazer e se prejudicar”.  Ela apontou que outros dois desembargadores fizeram alertas semelhantes: o desembargador Cláudio Santos e o desembargador João Rebouças.
Segundo reportagem da Tribuna do Norte, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público se posicionou afirmando que o vazamento não ocorreu do Ministério Público Estadual e o mesmo depoimento foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça, Corregedoria Nacional de Justiça e Procuradoria Geral da República.

Fonte : Tribuna do Norte

Advogado e cliente chegam para audiência algemados e de camburão


Era só o que faltava!  Advogado e cliente chegaram algemados e de camburão para audiência no Fórum Criminal de Taubaté. O advogado foi convocado para defender um cliente, preso por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Mesma acusação que o levou, na semana passada, para a Penitenciária II de Tremembé. A juíza, quando viu a situação, suspendeu a audiência. Segundo a OAB, o advogado passou por constrangimento, já que foi encaminhado para a  sala de audiência com o mesmo uniforme do cliente. “A gente vai pedir assistência jurídica da OAB de São Paulo devido ao estado vexatório”, declarou o advogado Marcelo Galvão. O Tribunal de Justiça de São Paulo vai apurar os fatos, já que um advogado preso não deveria ser liberado para fazer a defesa de outro preso.
Informações do site Vnews e Revista Consultor Jurídico.

Calçadas de má fama


Com nota 5,08 numa escala que vai a dez, Natal ocupa o oitavo lugar no ranking Calçadas Brasileiras, segundo estudo divulgado ontem pelo portal Mobilize Brasil. Foram avaliadas as calçadas de maior fluxo de pessoas nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. O ranking é liderado pela capital do Ceará, Fortaleza, com nota 7,6. Belo Horizonte vem em segundo lugar e Curitiba, apontada com a capital brasileira do urbanismo, em terceiro. Rio de Janeiro e Manaus tem as piores notas. 
Júnior SantosAvanço da água destruiu parte do calçadão em Ponta Negra
Avanço da água destruiu parte do calçadão em Ponta Negra

Em Natal foram avaliadas onze calçadas. Destes locais, apenas a calçada do shopping Midway Mall, localizado a dois quilômetros da Arena das Dunas (palco da Copa de 2014), goza de boa estrutura. "Inaugurado em 2006, o shopping tem calçada arborizada, com projeto de paisagismo, é bem sinalizada, dotada de rampas de acessibilidade e sem obstáculos - é um exemplo a ser seguido pelo resto da cidade', diz o estudo, para complementar: "Infelizmente, a calçada do Midway Mall é exceção. Apesar dos avanços, principalmente no aspecto "acessibilidade", em sua maioria as calçadas das áreas mais movimentadas de Natal estão longe de se transformarem em um "palco do viver social", definição cunhada por Carminha Soares, expert na área de Inclusão Social pela Universidade de Salamanca, na Espanha, que defende a eliminação  as barreiras arquitetônicas."

Segundo ela, quando se fala em acessibilidade no Brasil a primeira coisa que vem à mente são os portadores de alguma deficiência, quando, na verdade, o tema envolve qualquer cidadão. "O direito de ir e vir das pessoas é essencial. Por isso, é tão importante manter nossas calçadas sempre num padrão aceitável", esclarece Carminha, atualmente lotada na Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal. 

Ela diz que a intenção do governo é de deixar as calçadas, pelo menos, num padrão aceitável para o cidadão em geral. E critica a falta de uma fiscalização atuante na cidade. "Precisamos, primeiro, conscientizar a população através de campanhas educativas, orientando e informando", completa.

O estudo diz ainda: "A rodoviária de Natal, por exemplo, apresenta várias irregularidades no piso, não tem rampas de acessibilidade e a sinalização e iluminação são deficientes. Situação péssima também encontrada no Forte dos Reis Magos. Essa situação abaixou a nota geral da cidade no levantamento do Mobilize. Os dois locais tiveram, respectivamente, 3,38 e 3,88 na média geral das calçadas brasileiras avaliadas." 

O portal lembra que a Lei Municipal de Acessibilidade nº 4090/92, pioneira no país, tem como objetivo assegurar a eliminação das barreiras arquitetônicas e adaptação dos prédios, edifícios e logradouros públicos para quem tem dificuldade de locomoção. "Não pegou e uma nova lei está sendo discutida na Prefeitura de Natal com o objetivo de reestruturar, fiscalizar e estabelecer normas para todas as calçadas da cidade", lembra o Mobilize Brasil. 

fonte: tribuna do norte

STF aprova cotas raciais


As cotas raciais nas universidades são constitucionais. Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou que as políticas afirmativas não violam o princípio da igualdade e não institucionalizam, como defendeu o Democratas, autor da ação julgada, a discriminação racial. Os 10 ministros - Dias Toffoli não participou do julgamento - deram Ontem o aval para que universidades brasileiras reservem vagas para negros e índios em seus processos seletivos e afirmaram que as ações afirmativas são necessárias para diminuir as desigualdades entre brancos e negros e para compensar uma dívida do passado, resultante de séculos de escravidão no Brasil. No caso específico julgado, o STF concluiu que a política de cotas estabelecida pela Universidade de Brasília (UnB) não viola a Constituição.
andre dusek / aeJoaquim Barbosa, personagem de um documentário de Spyke Lee, votou favoravelmente à proposta
Joaquim Barbosa, personagem de um documentário de Spyke Lee, votou favoravelmente à proposta

O mais aguardado dos votos foi dado pelo ministro Joaquim Barbosa, único negro a integrar o Supremo e que, na semana passada, disse ser vítima de racismo na própria Corte. "Na história não se registra na era contemporânea nenhuma nação que tenha se erguido da condição periférica a condição de potência política mantendo no plano doméstico uma política de exclusão, aberta ou dissimulada, pouco importa, em relação a uma parcela expressiva de sua população", afirmou Barbosa.

Na quarta-feira, o relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski, já havia votado favoravelmente às políticas de cotas. O voto foi seguido pelos demais. "A construção de uma sociedade justa e solidária impõe a toda coletividade a reparação de danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados", afirmou o ministro Luiz Fux, o primeiro a votar na sessão de ontem.

A ministra Rosa Weber afirmou que a disparidade racial no Brasil é flagrante e que a política de cotas não seria razoável se a realidade social brasileira fosse outra. "A pobreza tem cor no Brasil: negra, mestiça, amarela", disse Rosa Weber. "Se a quantidade de brancos e negros pobres fosse aproximada, seria plausível dizer que o fator cor é desimportante", acrescentou. Os ministros ressaltaram, no entanto, que a política de cotas deve ser temporária, até que essas disparidades sejam corrigidas "As ações afirmativas não são a melhor opção, mas são uma etapa O melhor seria que todos fossem iguais e livres", disse Cármen Lúcia.

O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que a neutralidade estatal ao longo dos anos resultou em um fracasso. "Precisamos saldar essa dívida. Ter presente o dever cívico de buscar o tratamento igualitário", disse. Ele lembrou que quando presidiu o STF implementou um sistema de cotas para contratação de funcionários terceirizados. Apesar de votar favoravelmente às cotas, o ministro Gilmar Mendes ressaltou que a reserva de vagas para afrodescendentes pode gerar situações controversas. Na opinião do ministro, o ideal seria que a ação afirmativa fosse baseada em critérios sócioeconômicos. "Aqui permite-se uma possível distorção. Pessoas que tiveram um desenvolvimento educacional adequado sejam convidadas a trilhar caminho facilitário das cotas", disse. "Ricos que se aproveitam da cota, pervertendo, portanto, o sistema", completou.

Ele classificou como caricatural o estabelecimento de um "tribunal racial" que define se o candidato é ou não é negro, podendo adotar critérios contraditórios. Ele disse que esse órgão "está longe de ser infalível". Como exemplo, citou o episódio envolvendo gêmeos univitelinos. Um foi considerado negro e o outro branco para a política de cotas. Gilmar Mendes afirmou ainda haver problemas no Brasil em razão das dificuldades de acesso à universidade pública. De acordo com ele, as universidades públicas brasileiras geralmente oferecem poucas vagas. 

fonte: tribuna do norte