Euripedes Dias

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Procura nos postos é baixa no 1º dia da Lei de Acesso à Informação


G1 visitou centros de informação ao cidadão de órgãos públicos de Brasília.
Para ministro da CGU, consultas pela web tornaram primeiro dia 'positivo'.

Vitor MatosDo G1, em Brasília
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Serviço de Informação ao Cidadão do Ministério da Defesa (Foto: Vítor Matos/G1 Brasília)Serviço de Informação ao Cidadão do Ministério da
Defesa (Foto: Vítor Matos/G1 Brasília)
No primeiro dia de vigência da Lei de Acesso à Informação, que permite a qualquer cidadão consultar dados sobre a administração pública, a procura pelo novo serviço foi baixa nos principais órgãos públicos em Brasília.
G1 visitou ministérios, tribunais, Câmara e Senado para conferir o funcionamento dos SICs (Serviço de Atendimento ao Cidadão), que, de acordo com a lei, deveriam começar a operar nesta quarta (16), com estrutura para atender aos pedidos de informações dos cidadãos.
Embora com funcionários disponíveis e computadores instalados, os SICs procurados (dos ministérios de Educação, Fazenda, Saúde, Justiça, Previdência, Desenvolvimento Social, Trabalho e Defesa; do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça; e de Câmara e Senado)  não tinham registrado visitas de cidadãos entre 11h30 e 15h30, período em que o repórter do G1 esteve em cada um dos locais.
Pelo e-mail, já recebemos perguntas até sobre se o ministério tem dados sobre ETs no Brasil."
Fabbia Gomes, funcionária do SIC do Ministério da Defesa
"Acredito que as pessoas ainda não estejam sabendo da existência dos SICs. Acho que, quando elas forem se informando, a procura vai aumentar", disse Fabbia Gomes, que trabalha no SIC do Ministério da Defesa.
A servidora conta que, como o e-mail do site do ministério já funcionava antes da inauguração do SIC, os pedidos de informação têm sido feitos mais pela internet. "Pelo e-mail, já recebemos perguntas até sobre se o ministério tem dados sobre ETs no Brasil", diz Fabbia.
Para o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, o primeiro dia foi positivo devido à quantidade de consultas por internet. A CGU é responsável por interligar os SICs de todo o Poder Executivo. O órgão informou que divulgaria um balanço das consultas no primeiro dia, o que não tinha acontecido até as 19h.
"Tivemos um bom volume de pedidos. Esse primeiro dia foi animador. A lei veio para mudar o paradigma, o paradigma de que antes tudo era sigiloso. O governo não é dono das informações públicas", disse o ministro.
Nos ministérios visitados, o SIC é de fácil acesso e está localizado junto à portaria dos prédios. São salas equipadas com computadores e onde trabalham, no máximo, quatro servidores.
Além do atendimento presencial, quem estiver interessado em buscar dados sobre o órgão pode fazer o pedido por meio do site de cada ministério ou por telefone.
Quem fizer o pedido no próprio SIC, terá que preencher um formulário com a descrição da informação que pretende obter. O formulário será cadastrado pela Controladoria-Geral da União, que vai ficar responsável pelas estatísticas e pelo acompanhamento da execução da lei.
Local onde vai funcionar o SIC do STJ ainda em reforma (Foto: Vítor Matos/G1 Brasília)Local onde vai funcionar o SIC do STJ, ainda em reforma (Foto: Vítor Matos/G1 Brasília)
TribunaisNo Supremo Tribunal Federal, o SIC aproveita a estrutura onde antes funcionava o antigo atendimento ao cidadão.
Lá podem ser obtidas informações de processos que não tramitam em segredo de justiça e sobre procedimentos do tribunal.
No Superior Tribunal de Justiça, ainda não está pronta a sala onde funcionará o Serviço de Informação ao Cidadão.
De acordo com a assessoria do órgão, o SIC do STJ vai ser instalado em local privilegiado dentro do tribunal, onde antes funcionavam agências bancárias.
A demora na licitação para reforma do espaço e a transferência das agências bancárias para o subsolo foram os motivos, segundo a assessoria, que fizeram o tribunal atrasar o início do serviço. A previsão é de que o SIC do STJ esteja pronto até 15 de junho. Até lá, a Ouvidoria do órgão e o site vão receber os pedidos de informações.
Congresso
Na Câmara e no Senado, os SICs funcionaram como guichês de informações. As pessoas que passaram por ambos fizeram perguntas sobre localização de comissões do Congresso e horários de sessões, mas não registraram pedido para obter dados de trâmites internos das duas Casas.
Nos dois casos, os SICs não ficam logo na entrada dos prédios, e os recepcionistas ainda não sabiam que a novidade havia sido implementada.  
A Mesa Diretora do Senado anunciou a criação de uma comissão formada por funcionários da Casa, que ficará responsável por analisar os documentos do Senado de acordo com a nova Lei de Acesso à Informação.
Segundo a secretária-geral do Senado, Cláudia Lyra, a comissão será formada por oito servidores de carreira, que farão a análise de documentos do Senado. Entre as informações que serão classificadas estão transcrições de depoimentos secretos em comissões de inquérito já encerradas, que estão guardados em cofres na Casa.
FONTE: G1
Formulário para quem quiser solicitar uma informação dos ministérios (Foto: Vítor Matos/G1 Brasília)Formulário para quem quiser solicitar informação aos ministérios (Foto: Vítor Matos/G1 Brasília)

BC passará a divulgar votos dos diretores na definição dos juros



Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
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O Banco Central informou que a diretoria colegiada da instituição aprovou nesta quarta-feira (16) alterações no regulamento do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela definição da taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 9% ao ano, para adequá-lo às regras da nova lei de acesso a informações.
Entre as mudanças, estão a divulgação, já a partir da próxima reunião do Copom, marcada para 29 e 30 de maio, dos votos dos diretores, e do presidente da autoridade monetária, na definição da taxa de juros. Deste modo, serão divulgados seus nomes e a forma como votaram - procedimento que nunca foi adotado até o momento, em 166 reuniões do Copom. O Banco Central informava apenas o "placar" da reunião. Essas informações serão divulgadas no comunicado, publicado logo após à reunião, e na ata das reuniões, divulgada normalmente uma semana depois.
Na reunião do Copom de março deste ano, por exemplo, quando os juros recuaram para 9,75% ao ano, não houve unanimidade. Na ocasião, o BC informou:  "Nesse contexto, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 9,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,5 ponto percentual".
Pombos e falcões
A ausência da divulgação nominal dos votos do BC era defendida, até o momento, como uma forma de evitar pressão sobre os diretores da autoridade monetária. Nos últimos anos, os placares das reuniões do Copom suscitaram em diversas oportunidades, quando não havia unanimidade, especulações sobre qual diretor teria votado de qual forma. Aqueles que supostamente teriam optado por "afrouxamento" da política monetária (reduções de juros, ou manutenção, quando o cenário de inflação estava em alta) eram chamados de "pombos" e aqueles que queriam subir os juros eram classificados como "falcões".

"Com a entrada em vigor do novo marco legal e tendo em vista que o Copom foi criado com o objetivo de conferir maior publicidade às decisões do Banco Central sobre política monetária, seu regulamento foi alterado para prever, adicionalmente, o registro nominal e a divulgação dos votos dos membros do Comitê, tanto no Comunicado [que é divulgado logo após a reunião] quanto na ata [do encontro, que é normalmente divulgada uma semana após a decisão]", informou o Banco Central, por meio de nota à imprensa.
A diretoria do Banco Central também decidiu divulgar as informações, as apresentações e os documentos expostos como subsídios nas reuniões do Comitê de Política Monetária. Entretanto, essas informações adicionais serão divulgadas somente após quatro anos do encontro em questão. "A divulgação dos votos e das informações constitui relevante aperfeiçoamento da sistemática de deliberação do Copom e da tradição de transparência que marca sua atuação", acrescentou o BC.
FONTE: G1

Jovem é condenada por mensagem contra nordestinos no Twitter


Ela vai prestar serviço comunitário e pagar multa de R$ 500.
Caso ocorreu em outubro de 2010, após resultado da eleição presidencial.

Do G1 SP
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A estudante Mayara Petruso foi condenada a 1 ano, cinco meses e 15 dias de reclusão pela Justiça de São Paulo por ter postado mensagens preconceituosas e incitado a violência contra nordestinos em sua página no Twitter, em outubro de 2010. A decisão é da juíza federal Mônica Aparecida Bonavina Camargo, da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, e foi divulgada nesta quarta-feira (16). A pena, no entanto, foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa e indenização de R$ 500. A decisão é de 1ª instância e cabe recurso.
A equipe de reportagem do G1 tentou entrar em contato com Oswaldo Luíz Zago, advogado de defesa da jovem, mas não conseguiu localizá-lo por telefone.
Na época, ela admitiu ter publicado as mensagens como uma reação ao resultado da eleição presidencial, quando a candidata do PT, a hoje presidente Dilma Rousseff, venceu em todos os nove estados nordestinos (veja o mapa da votação). Durante o processo, ela alegou que não tinha a intenção de ofender os nordestinos e disse também que não é preconceituosa.
Mensagem causou revolta entre usuários do TwitterMensagem causou revolta entre usuários
do Twitter (Foto: Reprodução)
A jovem foi denunciada pelo Ministério Público com base no artigo 20, § 2º, da Lei n.º 7.716/89, que trata do crime de discriminação ou preconceito de procedência nacional. “Reconheço que as consequências do crime foram graves socialmente, dada a repercussão que o fato teve nas redes sociais e na mídia [...]. O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo”, disse a juíza em sua decisão.
“[A jovem] pode não ser preconceituosa; aliás, acredita-se que não o seja. O problema é que fez um comentário preconceituoso. Naquele momento a acusada imputou o insucesso eleitoral (sob a ótica do seu voto) a pessoas de uma determinada origem. A palavra tem grande poder, externando um pensamento ou um sentimento e produz muito efeito, como se vê no caso em tela, em que milhares de mensagens ecoaram a frase da acusada”, completou a juíza.
Mônica Camargo rejeitou a alegação da estudante de que sua expressão foi uma posição política. “As frases da acusada vão além do que seria politicamente incorreto, recordando-se que o ‘politicamente correto’ geralmente é mencionado no que toca ao humor, hipótese de que não se cuida nesta ação penal.”
O caso
O caso começou em 31 de outubro de 2010, um domingo, no dia em que Dilma foi eleita. Irritados com a decisão das urnas, alguns usuários do Twitter começaram a insultar moradores do Nordeste. Entre as mensagens estava a da jovem.
Ao longo da semana seguinte, o Ministério Público Federal recebeu documentos da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco e da procuradora regional de São Paulo Janice Ascari pedindo a investigação do caso. O MPF preparou um laudo e a Polícia Civil também abriu inquérito sobre as mensagens.
Na ocasião, a jovem cursava o primeiro ano de Direito, residia na capital com duas amigas e estagiava em escritório de advocacia de renome. Após a repercussão do fato, perdeu o emprego, abandonou a faculdade e mudou-se de cidade com medo de represálias.
FONTE: G1

Saiba tudo sobre a lei de acesso à informação

O portal do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, está disponibilizando um tira dúvidas sobre a Lei de Acesso à Informação.
Para acessá-lo, CLIQUE AQUI.


fonte: jornal do RN

Zagueiro Luiz Alberto chegou e já foi.


Zagueiro Luiz Alberto chegou e já foi.

16/05/2012 às 17:56 por Chico Inacio
http://blogs.band.com.br/marcondesbrito/files/2010/02/luiz-alberto.jpg
O zagueiro Luiz Alberto que veio para o América/RN já se foi. Nem bem chegou e já tirou o time de campo. A alegação do empresário do jogador foi de o Boa Vista/RJ não cobriu uma pendência com o jogador.  O presidente do América/RN não sentiu firmeza nos problemas e pediu uma definição entre o jogador e o clube carioca o mais rápido póssível.  já Luiz Alberto alegou  ao diretor executivo de futebol do América/RN Leandro Sena vários problemas familiares além da própria transferencia da familia para Natal.
Dentro do cronograma da diretoria, outro zagueiro deverá ser contratado dentro do prazo do campeonato brasileiro.

Barbárie em Nova Parnamirim: mulher de pedreiro diz que impediu morte de menina


A mulher do pedreiro João Batista   Caetano Alves, presa junto com ele pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (16), afirma não ter participado do duplo homicídio ocorrido em Nova Parnamirim no último dia 7 de maio.

Confira vídeo da entrevista:
Marluce Eugênio Gomes diz que quando chegou à casa onde ocorreu o crime Olga Cruz de Oliveira Lima e Tatiana Cristina Cruz de Oliveira Lima já estavam mortas. Ela afirma também que impediu João Batista de matar  a filha de Tatiana Cristina. "Ele falava o tempo todo que ia matar ela, mas eu não deixei". Ainda segundo Marluce, o pedreiro teria agredido a garota. 

A mulher disse que quando chegou à residência o companheiro havia cometido os assassinatos e colocado alguns pertences dentro do automóvel das vítimas, com o qual eles fugiram. "Ele disse que já tinha feito, e que eu teria que ajudar a sair de lá com o carro", revelou Marluce.
"Ele sempre chegava muito alterado em casa". Marluce Eugênio diz que João Batista tinha raiva de Olga, mas não acreditava que isso fosse suficiente para ele cometer o crime.

fonte: tribuna do norte